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Cultura São Paulo

Mostra de Teatro 2021 conta com 15 apresentações online de grupos de todo o Estado

Iniciativa faz parte do Programa de Qualificação em Artes (PQA) com apresentações transmitidas pelos canais oficiais da Oficinas Culturais

13/11/2021 16h20
Por: Maria Mandú Fonte: Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo

Mais de 15 processos cênicos autorais de grupos de teatro de diferentes regiões do estado de São Paulo serão apresentados na Mostra de Teatro 2021 do Programa de Qualificação em Artes (PQA), de 18 a 21 de novembro, quinta e sexta-feira, das 20h às 22h, e sábado e domingo, a partir das 11h. Conversas sobre as políticas e as poéticas da cena completam a programação com a presença de expoentes das artes cênicas: Naruna Costa, Alice Possani, Vera Holtz, Dani Sampaio, Maria Shu, Michelle Ferreira, Rafael Guerra, Antônio Chapéu, Jandilson Vieira e Leonardo Moreira.

Com acessibilidade em Libras e audiodescrição, a Mostra será veiculada nos canais virtuais (YouTube e Facebook) das Oficinas Culturais, programa que mantém o PQA por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gestão da Poiesis.

A Mostra atual reúne alguns trabalhos dentre os mais de 50 grupos atendidos ao longo de 2021, propondo o aprofundamento da produção artística no contexto do distanciamento social e buscando a manutenção do fazer teatral por meio das ferramentas da arte digital.

Como fruto das orientações, apresentam-se processos teatrais dos grupos: Ação Encena (Guaratinguetá), Ateliê Cênico Musical (Atibaia), Atuacia (Ribeirão Preto), Cia de Teatro Sucudumbu (Guaratinguetá), Cia Entre Palcos (Palestina), Cia Espelunca de Teatro (São Carlos), Grupo Teatral Fora de Hora (Ribeirão Preto), Cia Paulista de Artes (Jundiaí), Cia Teatral Desde Amanhã (Ilha Solteira), Grupo Teatral Fora de Hora (Ribeirão Preto), Mamulengo de si mesmo (Caraguatatuba), Mythus Teatro (Macatuba), Núcleo Ágora de Teatro (São José dos Campos), Pé de Gente (Peruíbe), Superidosos (Mirassolândia), Trupe Trapaceros (Franco da Rocha) e Uma de nós – Ateliê Teatral (Sorocaba).

As abordagens dos processos cênicos passam por diversas inspirações, entre elas, a comédia do absurdo, a linguagem circense, memórias do antigo Arco do Presídio Tiradentes, em São Paulo, e as do campo literário com o livro “O Amanhã não está à venda”, de Ailton Krenak, e “Livro do Desassossego” de Fernando Pessoa. Na parte das conversas, serão debatidos assuntos como a linha tênue entre arte e representação, a voz e o protagonismo de indivíduos considerados marginais, além da importância de fóruns e festivais para estimular os artistas cênicos das regiões litorâneas e interioranas.

“Com a pandemia, o teatro digital não era uma escolha, mas uma condição. Os diferentes desafios estiveram presentes durante as formações e incentivos aos grupos e coletivos. Parte do resultado será demonstrada na Mostra de Teatro, com trabalhos criativos e surpreendentes”, ressalta Miriam Rinaldi, curadora do Programa de Qualificação em Artes – Teatro.

O Programa de Qualificação em Artes estimula descobertas, estratégias e soluções criativas que os grupos do interior, litoral e região metropolitana de São Paulo apresentam a partir da conexão com a rede de saberes, além de colaborar na descentralização artística, ao mesmo tempo em que fortalece esses coletivos e a divulgação de suas produções.

Sinopses dos processos cênicos e das conversas, além das informações sobre as/os convidadas/os, estão disponíveis na parte Serviço deste release.

Serviço:

18 a 21 de novembro

Quinta e sexta, das 20h às 22h

Sábado: nos horários das 11h às 12h30, das 15h às 16h, e das 20h às 22h Domingo: nos horários das 11h às 12h30, e 15h às 16h

Transmissão: YouTube e Facebook Oficinas Culturais

*Acessível em Libras

*Audiodescrição (consulte a programação abaixo)

Não é necessária inscrição para assistir e interagir com a programação on-line e gratuita.

 

MOSTRA DE TEATRO 2021 – Programa de Qualificação em Artes

18/11, quinta-feira

20h | ABERTURA

Abertura da Mostra com as equipes de gestão e curadoria. Apresentação do ator, professor e diretor de Teatro Clayton Nascimento.

20h15 |APRESENTAÇÕES

Abertura temática “Arte e Sociedade” com os artistas orientadores Jéssica Nascimento e Fagner Rodrigues.

O REINO DE GAIA Pé de Gente | Peruíbe Orientação: Isadora Ifanger Duração: 15 minutos | Classificação: Livre *AUDIODESCRIÇÃO

Sinopse: Um clamor pela natureza com inspiração no livro “O Amanhã não está à venda” (Ailton Krenak) e a Carta do Cacique Seattle. Seres e criaturas invadem o espaço para expor a fragilidade em que se encontra o Reino de Gaya, afinal como se pode comprar ou vender o céu? Somos parte da terra e a terra é parte de nós.

Ficha Técnica: Concepção, Coreografia e Figurino: Michele Nunes | Produção e Maquiagem: Malu Oliveira | Cenografia: Regiane Vrena | Iluminação: Thiago Rodrigues | Sonoplastia: Michele Nunes | Captação e Edição: Felipe Hartung |Elenco: Ana Júlia Nunes (Flor), Carlos Gabriel (Árvore), Gustavo Rodrigues (Árvore), Isabele Rodrigues (Povos da Floresta), Lígia Giovanna (A Onça) e Thiago Rodrigues (O Homem).

 

QUINTAIS DE RUTH Cia de Teatro Sucudumbu | Guaratinguetá Orientação: Bell Castro Duração: 15 minutos | Classificação: Livre

Sinopse: Através da literatura e da vida de Ruth, buscamos desvendar as raízes do fundo da alma Valeparaibana e quiçá, irmos de encontro a nossa própria essência. Quintais onde desfilam histórias de caboclos caipiras, mentiras verdadeiras, fé, crenças e desconjuro, cantigas e bailados. O universo seu, meu, nosso! Traduzindo a vida em palavras.

Ficha Técnica: Direção: Rosinha Canuto e Thais Della Costa | Produção: Rosinha Canuto | Criação Colaborativa (cena, figurinos e adereços): Cia de Teatro Sucudumbu| Textos Originais: Ruth Guimarães | Textos Adicionais: Crê Santos | Dramaturgia: Thais Della Costa | Elenco: Elisete Siqueira, Crê Santos, Rosinha Canuto e Thais Della Costa| Participações: Clau Martins e Nana Maria | Voz infantil: Dudu Bartelega| Captação e edição: Rosinha Canuto e Alex Silva | Música: Gyba Reis | Cenário: Elisete Siqueira.

 

DESDE Superidosos | Mirassolândia Orientação: Cia Cênica Duração: 15 minutos | Classificação: Livre

Sinopse: “Quisera dar ao nada uma voz enlouquecida”. Desde é um passeio pela memória, mas só por aquela que vive em mim agora. Costurando histórias, canções, fotografias, lembranças ao sol dançam no amiudar do dia em um mosaico de devaneios das palavras engavetadas. Uma visita aos guardados do tempo.

Ficha Técnica: Elenco: Angelina Tondati de Mendonça, Antônia Margarida Jurgac Fachini, Augusto Torrezin, Divina Perpétua de Paulo, Ermelinda Rissoli, Josefina Torrezin, Maria Aparecida Secco Brigatti, Maria de Lurdes Zampieri, Neuza Zampieri, Rosemary Hurtado e Silvia Donizetti de Abreu | Captação e edição: Guilherme Di Curzio e Cia Cênica | Grupo orientador: Cia Cênica: Andrea Capelli, Cássia Heleno, Clara Roncati, Fabiano Amigucci, Fagner Rodrigues, Simone Moerdaui e Vanessa Palmieri | Apoio: Prefeitura de Mirassolândia.

 

DESASSOSSEGOS Ação Encena | Guaratinguetá Orientação: Jéssica Nascimento Duração: 15 minutos | Classificação: Livre

Sinopse: A partir do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa, é aberto um diálogo entre as reflexões do poeta e as experiências dos atores. Os personagens ora viajam nas imagens oníricas do autor, ora se contrapõem aos seus pensamentos, percorrendo os sentimentos que provocam desassossego na alma humana.

Ficha Técnica: Coordenação: Antonio Jorge Abdalla |Assistente: Lucilena de Oliveira Amann | Elenco: Antonio Jorge Abdalla, Carmen Xavier, Lucilena de Oliveira Amann e Mirian Barbosa Ribeiro | Filmagem e Edição de vídeo: Priscilla Cabett | Design Gráfico: Maria Bethânia Barboza Nicoli.

 

21h às 22h | CONVERSA

ARTE E SOCIEDADE Com: Leonardo Moreira (Cia Hiato) e Naruna Costa (Espaço Clariô) Mediação: Miriam Rinaldi

Sinopse: A partir de reflexões levantadas pelo espetáculo “Amadores”, de Leo Moreira, e de ações sociais do Espaço Clariô, dirigido por Naruna Costa em Taboão da Serra, a mesa quer explorar a linha tênue entre arte e representação, arte e educação, arte e saúde, arte no exercício da cidadania, fortalecendo, em suas várias interfaces, a voz e o protagonismo de indivíduos marginais, aprofundando não só as razões geográficas evidentes na desigualdade de acesso, mas em seu caráter simbólico, colocando no centro da cena pessoas para quem o palco nunca foi permitido.

Leonardo Moreira: Dramaturgo e diretor da Companhia Hiato, de São Paulo, é mestre em Dramaturgia pela Universidade de São Paulo. Estreou como autor e diretor com a peça Cachorro Morto (2008) e com o texto seguinte, Escuro, recebeu o Prêmio Shell 2010 de Melhor Autor, Prêmio CPT – Melhor Autor e Melhor Espetáculo. Com O Jardim (2011) venceu o Prêmio Shell 2012 como Melhor Autor, além do Prêmio APCA 2012 de Melhor Direção.

Naruna Costa: Atriz, diretora, cantora e compositora. Formada na EAD: Escola de Arte Dramática ECA/USP. Foi uma das idealizadoras do Espaço Clariô em Taboão da Serra e do

Grupo Clariô, referência da militância negra de cultura periférica de São Paulo. Além de trabalhos importantes no teatro e no cinema, ela foi a primeira mulher negra a receber o troféu de melhor direção teatral da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2019. A artista embarca ao lado de Seu Jorge na série Irmandade, na Netflix.

 

19/11, sexta-feira

20h às 21h | APRESENTAÇÕES

Abertura temática “Apropriação Dramatúrgica” com os artistas orientadores Johana Albuquerque e Marcelo Braga.

HOJE SOU REI, AMANHÃ NÃO SEI Grupo Teatral Fora de Hora | Ribeirão Preto Orientação: Marcelo Braga Duração: 15 minutos | Classificação: 12 anos

Sinopse: “Hoje sou Rei, amanhã não sei” retrata um universo peculiar. A partir de dramaturgias do autor gaúcho Qorpo-Santo, o grupo teatral Fora de Hora traz uma montagem irreverente que ousa com absurdo e ironia a história de personagens do autor em questão.

Ficha Técnica: Direção: Lívia Bonhsack | Elenco: Alana Gouvea, Juliana Vielo, Marcello Morato, Rafael Touso e Rodrigo Moraes.

 

AS PRESEPADAS DE TILL EULENSPIEGEL Cia Espelunca de Teatro | São Carlos Orientação: Ana Paula Lopez Duração: 15 minutos | Classificação: 14 anos *AUDIODESCRIÇÃO

Sinopse: Da inocência à beira do desespero, Till é retratado em meio à escassez de recursos e imerso na ignorância. No mesmo ambiente, três cegos esperançosos tentam vencer a miséria em busca de um paraíso chamado Cocanha. O absurdo da existência em tempos difíceis é estranhamente associado ao riso.

Ficha Técnica: Direção: Mateus Marcello | Dramaturgia Sonora: Alex Suraty e David Capela | Adaptação Dramatúrgica: Alex Suraty, David Capela e Vanessa Chacon| Fotografia e Iluminação: Bruno Garbuio, Elaine Dantas e Mateus Marcello | Elenco: Alex Suraty, Bruno Garbuio, David Capela, Elaine Dantas, Guilherme Souza, Mateus Marcello e Vanessa Chacon | Cenografia: Bruno Garbuio, Elaine Dantas e Mateus Marcello | Figurino: Elaine Dantas, Vanessa Chacon e Mateus Marcello | Iluminação: Bruno Garbuio, Elaine Dantas e Mateus Marcello | Edição: Alex Suraty, Guilherme Souza e Mateus Marcello.

 

MEMÓRIA DAS COISAS

Núcleo Ágora de Teatro | São José dos Campos

Orientação: Johana Albuquerque

Duração: 15 minutos | Classificação: 12 anos

Sinopse: Investigação do teatro dentro do teatro a partir do texto de Luiz Alberto de Abreu. A construção de um espetáculo é invadida por imagens desconhecidas e memórias indesejadas, imagens que habitaram o antigo Arco do Presídio Tiradentes, em São Paulo.

Ficha Técnica: Concepção: Núcleo Ágora de Teatro | Direção: Renata Baptista | Elenco: Amanda Pereira, Gabriel Marinelo, João Luiz Mendonça de Toledo, Maelly Sammay, Maria Clara Medeiros, Miler Ezequiel, Renata Baptista | Direção Musical: Gabriel Marinelo e Miler Ezequiel | Edição: Miler Ezequiel.

 

21h às 22h | CONVERSA

APROPRIAÇÃO DRAMATÚRGICA Com: Maria Shu e Michelle Ferreira Mediação: Fernanda Zancopé e Fernando Aveiro

Sinopse: Na edição de 2021, acompanhamos uma relação subversiva no diálogo entre os grupos do Programa e as obras de dramaturgia consagrada. Em muitos casos, percebemos que os textos servem de pretextos para discussões transversais, tais como as relações do contexto regional, cultural e político, acrescidos por elementos autobiográficos, como se a obra original permitisse a vazão de discursos mais emergentes. Não podemos desconsiderar que o teatro digital impõe condições específicas, tal como a mediação da câmera (recorte e movimento), que por vezes confunde a função da direção com a da dramaturgia. A mesa gostaria de traçar alguns aspectos da prática cênico-dramatúrgica atual pós-pandêmica e como cada integrante da mesa percebe esse campo de experimentação ao quais as artes cênicas mergulharam.

Maria Shu: Dramaturga e roteirista com peças de teatro encenadas em países como Suécia, Cabo Verde, França e Portugal. “Cabaret Stravaganza”, “Giz”, “Epifania”, “Peça pra quem não veio”, “O Sorriso da Rainha” e “Leoa na Baia” são alguns exemplos. Seu mais recente trabalho teatral é o espetáculo infantil “Quando eu morrer vou contar tudo a Deus”, que trata da crise dos refugiados a partir do ponto de vista de uma criança negra. Como roteirista tem trabalhado em séries de ficção para as plataformas Netflix, Amazon Prime Vídeo, Globoplay e HBO: “Onisciente”, “Irmandade”, “Bom dia, Verônica, “Sentença”, entre outras.

Michelle Ferreira é atriz, diretora, roteirista e dramaturga de carreira internacional com treze peças encenadas. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, integrou por oito anos o Núcleo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral, com coordenação de Antunes Filho. Duas vezes finalista do Prêmio Luso- Brasileiro de Dramaturgia, com Reality Final (2009) e Tem alguém que nos odeia (2011). Escreveu e dirigiu Os adultos estão na sala, trabalho pelo qual foi indicada ao Prêmio Shell em 2013. Adaptou o romance Uísque e Vergonha para o teatro, e foi indicada para o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor autora em 2019. Atualmente está em cartaz com a peça Bárbara com Marisa Orth, dirigida por Bruno Guida.

 

20/11, sábado

11h às 12h30 |CONVERSA

PRODUÇÃO E DIFUSÃO: A IMPORTÂNCIA DOS FESTIVAIS E FÓRUNSCom Alice Possani (FLIGSP Fórum do Litoral, Interior e Grande São Paulo), Antonio Chapéu (Fentepira – Festival de Piracicaba) e Rafael Guerra (curador do Euriso – Fernandópolis) Mediação: Fernanda Zancopé

Sinopse: Qual é a importância dos festivais e dos fóruns de cultura para estimular o artista cênico em sua região? Nessa mesa, refletiremos sobre a importância da ação coletiva de profissionais da área da cultura organizados nessas iniciativas e em ações alternativas que estimulam a noção de pertencimento no Interior do Estado de São Paulo. Esses movimentos, ainda que sazonais e transitórios, buscam estimular não apenas o engajamento político e de classe, bem como ações formativas, desenvolvendo e aprimorando o senso ético e estético. Alguns aspectos sobre a regulamentação da Lei Aldir Blanc de Emergência a Cultura e sua reverberação na qualidade dos trabalhos também serão abordados.

Alice Possani: Atriz, professora e diretora teatral, com Doutorado em Artes da Cena pela UNICAMP. É uma das fundadoras do Matula Teatro, coletivo de artistas que há 21 anos integra a cena artística de Campinas (SP). Os espetáculos e oficinas do grupo vêm sendo realizados em várias regiões do Brasil e no exterior, com destaque para Alemanha, México, Itália e Portugal. É integrante do FLIGSP – Fórum do Litoral, Interior e Grande São Paulo que reflete, articula e propõe a construção de políticas públicas na área de cultura para o interior do estado; e Conselheira de Política Cultural na cidade de Campinas.

Antonio Chapéu: Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP com especialização em Arte/Educação pela ESALQ / USP. Respondeu pelo Setor de Teatro da UNIMEP de 1987 a 2018. Ator e diretor profissional – DRT 18705, integrou o Coral da UNIMEP de 1985 a 1992. Um dos fundadores e integrante do Grupo Andaime Teatro, em 1986, importante coletivo do interior paulista. Coordenador Geral da Associação Cultural Arte que é a proponente do Ponto de Cultura Garapa contemplada no edital 2009 do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura. O “Garapa” organiza uma série de atividades culturais na cidade, além de realizar, juntamente com o Andaime Teatro, o projeto “Plantando Sonhos – memória e criação teatral na escola”.

Rafael Guerra: Professor universitário, ator, produtor, diretor teatral e palhaço. Possui graduação em Enfermagem e Obstetrícia pela Fundação Educacional de Fernandópolis (2004), é especialista em Enfermagem do Trabalho pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (2007) e mestre em Ciências Ambientais (2013). Atualmente é docente nos cursos de enfermagem e medicina do Centro Universitário de Santa Fé do Sul, e no curso de medicina da Universidade Brasil, é coordenador geral da ONG Palhaços de Plantão I Arte, Educação e Saúde, diretor da Mirabolante Companhia e idealizador e coordenador geral do EuRiso – Encontro Internacional de Palhaços, um dos maiores festivais de palhaços da América Latina.

 

15h às 16h | APRESENTAÇÕES

Abertura temática “Teatro e Artesania” com as artistas orientadoras Flávia Strongolli e Fabiana Monsalú.

OS DOIS CORCUNDAS

Trupe Trapaceros | Franco da Rocha

Orientação: Flávia Strongolli

Duração: 15 minutos | Classificação: Livre

Sinopse: Dois corcundas que mergulham nos mistérios de um povo encantado. Misturando elementos lúdicos de circo, música e teatro de animação, a narrativa é permeada das dúvidas e certezas que atravessam a todos nós.

Ficha Técnica: Artistas: Priscila Freire e Marcelo Paixão | Direção: Meire Ramos | Dramaturgia: Marcelo Paixão | Captação e edição de vídeo: Mari Moura | Concepção e Produção: Trupe Trapaceros.

 

AS MARAVILHAS DE ALICE Cia Entre Palcos | Palestina Orientação: Ana Farinã Duração: 15 minutos | Classificação: Livre *AUDIODESCRIÇÃO

Sinopse: Alice vive em um mundo permeado por sombras e incertezas, até que encontra um coelho que a leva ao País das Maravilhas! Vários são os portais transpostos pela menina na descoberta de sua identidade. Querendo responder à pergunta “Quem sou eu?”, Alice acaba por descobrir suas verdadeiras maravilhas.

Ficha Técnica: Dramaturgia: Nima Souza e Odilon Júnior |Direção, cenografia e figurino: Cia Entre Palcos | Elenco: João Luiz Costa, Luana Pereira, Nima Souza, Odilon Júnior, Tschay Garcia | Música: Odilon Júnior e Manuel Joaquim | Arranjo: Fabrício Martines | Edição: Mateus Martines de Souza.

 

QUEM MUITO COBRA, COBRADO SERÁ! Mamulengo de si mesmo |Caraguatatuba Orientação: Edu Brisa Duração: 15 minutos | Classificação: Livre

Sinopse: O grupo apresenta o teatro popular de bonecos do nordeste por meio do cotidiano das feiras livres como espaço de brincadeira, afetos e desigualdades. Tiana é uma feirante com o sonho de entrar para a trupe de Mamulengo e enfrentará o machismo, racismo e o coronelismo para estar em seu lugar de direito.

Ficha Técnica: Elenco: Luciana Souza e Oscar Luiz do Nascimento (latino), (bonequeiro e mamulengueiro) | Músicos: Gabriela Marotti e Alexandre Serra (Alemão) | Direção e Figurino: Hanna Ferreira| Dramaturgia: Mamulengo de Si Mesmo| Câmera: Hugo Labanca | Edição: Bruno Labanca | Iluminação: Oscar Luiz.

 

20h às 21h | APRESENTAÇÕES

Abertura temática “Teatro Digital” com o artista orientador Carlos Canhameiro e Fernanda Raquel

DO CORTE AO SANGUE Cia Teatral Desde Amanhã |Ilha Solteira Orientação: Cia Cid Chagas Duração: 15 minutos | Classificação: 16 anos

Sinopse: Baseada em “Navalha na carne”, de Plínio Marcos, retrata o quadro caótico na dura realidade de três indivíduos que fazem parte de um cenário social excluído e marginalizado. Neusa Sueli, Vado e Veludo vivenciam um triângulo amoroso onde prevalecem vontades próprias, afetos e violências que os levam cada vez mais a uma decadência moral.

Ficha Técnica: Direção: Vinícius Senis | Elenco: Maiara Soares Porto, Richard Lima e Vinícius Senis | Dramaturgia e Cenografia: Cia Teatral Desde Amanhã | Sonoplastia e Iluminação: Cia Cid Chagas (grupo orientador: Fabrício Carvalho, Gabriel Mirck e Mário Ikimura).

 

LÁGRIMAS Mythus Teatro | Macatuba Orientação: Ernani Sanches Duração: 15 minutos | Classificação: 14 anos

Sinopse: A procissão do insepultável enterra Mãe, Pai e Filho. Rio e personas definidas como expectativas e medos em um labirinto onde as coisas apresentam-se efêmeras, absurdas e confusas – morte, vida, fé e loucura. A felicidade, por vezes, clandestina, fica escondida no frágil e miserável mundo sem cores.

Ficha Técnica: Direção, Roteiro e Figurinos: Ivo Nascimento | Direção de Arte: Fabrício Faustino e Ivo Nascimento | Fotografia, Câmera, Edição e Montagem: Fabrício Faustino | Registros Fotográficos: Victor Deluzzi | Elenco: Sabrina L.B. (Mãe), Eduardo dos Santos (Filho), Cido Silva (Pai) | Produção: MYTHUS Teatro.

 

POESIA QUE ESPANCA Uma de nós – Ateliê Teatral | Sorocaba Orientação: Fernanda Raquel Duração: 15 minutos | Classificação: 16 anos

Sinopse: Fragmentos de mulheres se misturam a objetos domésticos ressignificados, ao mesmo tempo em que conduzem a jornada de cada uma das personagens, rasgam o véu do romantismo e desencaixam esta semiologia de opressão, que age silenciosamente, transformando a mulher em mais um objeto da casa.

Ficha Técnica: Texto e Direção: Anália Marques | Cenários, iluminação e figurinos: Uma de Nós | Elenco (por ordem de entrada em cena): Mariana Bizzotto, Anália Marques, Juliana Perfetto, Ana Lúcia Mendes | Captação de imagens: Uma de Nós | Edição e montagem: Artur Magalhães.

 

21h às 22h |CONVERSA

ARTE DIGITAL: DO TABLADO AO PIXEL Com Vera Holtz Mediação: Miriam Rinaldi e Fernando Aveiro

Sinopse: O teatro multimídia é estudado desde os anos 1960 e se esforça em integrar a imagem, o som, o texto e a tecnologia informática em um mesmo projeto. A fusão entre as artes revelou novos conceitos e leituras de signos. A partir do início de 2020, ao pensarmos o virtual como espaço exclusivo para o elo entre artistas/espectadores e também como único meio de criação, a relação entre presencial e virtual precisou ser recodificada assim como o fazer artístico. Poucos estavam preparados para essa transição, que se deu de maneira abrupta. A partir da experiência e da formação da atriz Vera Holtz, questões sobre o futuro do teatro e o legado da produção realizada durante a pandemia serão trazidas à tona.

Vera Holtz: Atriz brasileira, reconhecida por sua versatilidade de personagens, dos mais dramáticos aos mais cômicos. Estudou na Escola de Artes Dramáticas da USP e Escola de Teatro da Uni-Rio. Sua primeira peça foi como figurante em “Rasga Coração”, em 1979. Ao longo de sua carreira já acumula mais de 20 trabalhos no teatro, além de papéis icônicos no cinema e televisão.

 

21/11, domingo

11h às 12h30 | CONVERSA

DRT: PARA QUEM?

Com Dani Sampaio (Gestão de Carreiras Artísticas no Interior e Litoral) e Jandilson Vieira (SATED) Mediação: Fernando Aveiro

Sinopse: No escopo de coletivos, companhias e trupes que participam do “Programa de Qualificação em Artes – Teatro” é possível observar as mais diversas formações dentre os integrantes. Inclusive, parte considerável deles se dispõe ao fazer teatral por lazer ou autoconhecimento, no melhor sentido do teatro amador, concentrando suas atividades aos finais de semana para a criação ou a circulação de espetáculos. Nesse contexto, não é incomum muitos dos participantes nos procurarem com dúvidas a respeito da profissionalização e percebemos que nem todos estão cientes dos aspectos políticos e éticos envolvidos nessas escolhas. Como trabalhar a gestão e a carreira dos grupos do interior e litoral do estado a fim de promover a um meio de vida? Quais estratégias o SATED tem encontrado para estimular esses fazedores de teatro a se profissionalizar? Quais as situações mais comuns desse cenário?

Daniele Sampaio: Produtora, gestora cultural, curadora e pesquisadora de políticas culturais. Bacharela em Ciências Sociais e Mestra em Artes da Cena pela UNICAMP. É fundadora da SIM! Cultura, produtora atuante nas Artes da Cena a partir de três eixos complementares: a gestão da trajetória artística do ator brasileiro Eduardo Okamoto; a qualificação de agentes culturais por meio de cursos, palestras, consultorias e uma Incubadora de Projetos; e na produção de publicações acerca da produção e gestão cultural, políticas culturais e escrita de projetos.

Jandilson Vieira: Formado em Artes Cênicas pela Faculdade São Judas. Como educador e orientador atuou no Instituto Criar e no Programa Jovem Monitor Cultural. No Grupo Redimunho é assistente de direção, diretor de arte e ator, com atuações em trabalhos como A casa-2011 e Siete Grande Hotel – 2016 a 2018. Faz parte do SATED – Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo.

 

15h às 16h | APRESENTAÇÕES

Abertura temática “Eres e Telecriaturas” com os artistas orientadores Ana Paula Lopez e Ernani Sanchez

PINTASOM Ateliê Cênico Musical | Atibaia Orientação: Fabiana Monsalú Duração: 15 minutos | Classificação: Livre *CONTÉM EXPERIMENTOS SONOROS INCLUSIVOS DE DESCRIÇÃO POÉTICA

Sinopse: Conta a trajetória de uma personagem que sai em busca de um som perdido. Em primeira pessoa acompanhamos passos que nos convidam a espiar e vivenciar esse percurso sonoro e lúdico. Cada passo, cada ambiente é uma descoberta, uma fenda no tempo-espaço, um achado visual e sonoro que sensibiliza a percepção e relação com o entorno numa grande brincadeira de reinvenção da escut

Ficha Técnica: Concepção Ateliê Cênico Musical | Direção Geral e dramaturgismo: Giu Rocha | Direção Musical trilha sonora e músicas: Roberta Forte| Intérpretes: Cássia Maria, Giu Rocha, Roberta Forte e Tiane Tessaroto | Apoio: Associação Teatral de Atibaia ATA Cultural.

 

MARIA E JOÃO, REAL OFICIAL Cia Paulista de Artes | Jundiaí Duração: 15 minutos | Classificação: Livre *AUDIODESCRIÇÃO

Sinopse: Transpondo a história dos Irmãos Grimm para o universo da geração Z, encontramos as crianças deixadas numa floresta digital, cheia de possibilidades. Movidos pela curiosidade e senso de aventura, Maria e seu irmão João entram no jogo “A Casa de Doces” e se veem presos em suas infinitas fases…

Ficha Técnica: Direção teatral/Direção de Arte/Figurinos: Edivaldo Zanotti | Dramaturgia: Ellen Navarro e Cadu Gouveia| Iluminação e Captação de vídeo Cia Paulista de Artes| Edição: Iaiá Zanatta |Equipe Criativa: Cia Paulista de Artes | Produção de objetos: Ellen Navarro| Com: Ellen Navarro, Rosangela Torrezin, Edivaldo Zanotti e Cadu Gouvêa.

 

FRONT Atuacia | Ribeirão Preto Orientação: Ernani Sanchez Duração: 15 minutos | Classificação: 10 anos

Sinopse: O mundo está em guerra e as palhaças/soldadas Modéstia e Piolinha estão em lados opostos do confronto. Elas disputam a conquista de algo que não sabem direito o que é, nem pra que serve e muito menos o que ganham ou perdem com isso. Simplesmente cumprem com empenho e responsabilidade o trabalho ordenado pelos que ocupam o poder.

Ficha Técnica: Direção: André Cruz | Orientação: Ernani Sanchez | Elenco: Adriana Scannavez (Palhaça Modéstia) e Cinthia Vendruscolo (Palhaça Piolinha) | Dramaturgia: André Cruz, Adriana Scannavez, Cinthia Vendruscolo e Ernani Sanchez | Cenário: André Cruz, Adriana Scannavez e Cinthia Vendruscolo | Cenotécnica: Maurício Vendruscolo | Figurino: Anália Foresto | Trilha Sonora: Fábio Evangelista | Captação de imagens, Edição e Sonorização do curta-metragem: Alexandre Galante| Parceria: OCDY FILMES | Idealização e Produção Cultural: ATUACIA.

SOBRE O PROGRAMA OFICINAS CULTURAIS

Como uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo desde 1986, e gerenciado pela POIESIS – Organização Social de Cultura, o Programa Oficinas Culturais promove formação e vivência à população no campo da cultura.

O programa dialoga com o interior por meio de dois festivais (FLI – Festival Literário e MIA – Festival de Música Instrumental), Jornadas de Gestão Cultural, Ciclos de Estudos sobre Cultura Tradicional e Contemporaneidade, Programa Qualificação em Artes (qualificação artística de 60 grupos, entre teatro e dança), o Programa de Formação no Interior e ações dedicadas à pesquisa e à experimentação nas diversas linguagens artísticas, a partir da relação direta com 360 municípios, em mais de 600 atividades de formação.

Além disso, na cidade de São Paulo, o programa realiza atividades de formação e difusão em três espaços: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Bom Retiro), Oficina Cultural Alfredo Volpi (Itaquera) e Oficina Cultural Maestro Juan Serrano (Taipas).

SOBRE A POIESIS

A Poiesis – Organização Social de Cultura é uma organização social que desenvolve e gere programas e projetos, além de pesquisas e espaços culturais, museológicos e educacionais, voltados para a formação complementar de estudantes e do público em geral. A instituição trabalha com o propósito de propiciar espaços de acesso democrático ao conhecimento, de estímulo à criação artística e intelectual e de difusão da língua e da literatura.

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