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20/03/2018 ás 08h54 - atualizada em 20/03/2018 ás 09h00

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Maria Mandú

Guaíra / SP

A caminho de Miguelópolis, jovens perdem a vida em acidente
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A caminho de Miguelópolis, jovens perdem a vida em acidente
Imagem: William Borges

Na sexta-feira, 16 de março, três mulheres, jovens e amigas inseparáveis, Lays Lauany Costa Alves,19, Tanite Natielle Augusto, 24, e Carolina Silva Lima, 24, tiveram os sonhos interrompidos por uma violenta batida de frente entre o carro que estavam e um caminhão. A notícia chocou miguelopenses que conheciam as jovens, em pouco tempo a notícia se espalhou por toda a cidade.O desastre aconteceu por volta das 15h30 de sexta-feira, entre as cidades de Jeriquara e Ituverava. As três amigas haviam deixado Franca um pouco antes e seguiam para Miguelópolis, onde pretendiam passar o fim de semana em um rancho. As jovens eram conhecidas na cidade vinham com frequencia a Miguelópolis. Tanite era a motorista do Honda Fit. Lays estava no banco dianteiro do passageiro. Carolina estava atrás.


Na altura do quilômetro quatro da rodovia vicinal Eliphio Perez Quireza, no trecho conhecido como “Curva do Brejinho”, o carro colidiu frontalmente com um caminhão Mercedes Bens que retornava de Ituverava, onde havia descarregado uma carga de soja. O motorista disse aos policiais que o carro invadiu a pista contrária na curva e que não foi possível evitar a colisão. Ele não se machucou. Pouco antes do acidente havia chovido na região e a pista estava molhada. 


Com a pancada, os dois veículos foram parar no meio de uma plantação de soja, próxima ao acostamento. A parte frontal do Honda Fit ficou completamente destruída. Lays morreu na hora. Ambulâncias e equipes de resgate chegaram rápido. Tanite foi levada para a Santa Casa de Ituverava. Carolina foi socorrida para Pedregulho e, posteriormente, transferida para a Santa Casa de Franca. 


Ainda na noite de sexta-feira, circularam informações nas redes sociais dizendo que Tanite havia morrido. Amigos, familiares e o hospital disseram que ela permanecia viva, e pediram orações. Por volta da uma hora da madrugada de sábado, ela não resistiu. “Hoje, o sol não apareceu, os pássaros não cantaram, os risos calaram e as lágrimas rolaram em meu rosto. Meu coração sofre em silêncio. Te amo eternamente irmã”, postou Bárbara Monique.


Quase que no mesmo horário, os médicos da Santa Casa de Franca confirmavam a morte de Carolina. Em princípio, os policiais disseram que o estado dela era o menos preocupante. Havia sido socorrida consciente e chegou a ajudar os investigadores a identificarem as passageiras que estavam no carro.


O corpo de Lays foi sepultado sábado à tarde no cemitério da Saudade. Carolina (Santo Agostinho) e Tanite (Jardim das Oliveiras) foram veladas no São Vicente de Paulo e sepultadas no domingo, às 9 horas. 


 


Investigação


Peritos estiveram no local, fizeram fotos e medições para tentar apurar as causas do acidente. A investigação ficará por conta da Polícia Civil de Jeriquara. “Pelas informações preliminares que obtive, tudo leva a crer que o carro invadiu a pista contrária. Vou abrir um inquérito e ouviremos o motorista do caminhão com mais calma. O laudo da perícia, que deverá ficar pronto em 15 dias, será fundamental para nos mostrar se houve aquaplanagem, excesso de velocidade ou alguma falha mecânica”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli, que responde pela delegacia de Jeriquara. 


 


Sonhos acabados 


Tanite Natielle Augusto tinha 24 anos e trabalhava como vendedora de roupas. Ela era a motorista do carro e conhecia bem a rodovia em que se acidentou, pois viajava com frequência para Miguelópolis. Ela gostava de viajar e estava sempre em festas com os amigos. Era mais próxima de Carolina. Conhecidos disseram que ela havia parado de beber. Foi definida como companheira e de alto astral.


Carolina Silva Lima completou 24 anos no último dia 4 e morava na região do bairro Santa Cruz. Estava cursando o primeiro ano do curso de Farmácia na Eptec (Escola Profissionalizante Técnica), na Escola Pestalozzi.


Grávida de 4 meses, Lays queria ser enfermeira. Mais nova das amigas, Lays Lauany Costa Alves tinha 19 anos e foi a última a entrar para a turma. E a primeira a morrer no trágico acidente de sexta-feira, entre Jeriquara e Ituverava. 


Filha de pais separados, ela morava sozinha em Franca. Moradora de Rifaina, a mãe foi quem teve a difícil missão de reconhecer o corpo no IML (Instituto Médico Legal) de Ituverava. Não tinha boa relação com o padrasto. O sonho dela era ser enfermeira. Há poucos dias, havia feito a inscrição para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). 

FONTE: Comércio da Franca.

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