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Entretenimento HUMOR EM LUTO

O QUE É POSSÍVEL APRENDER COM A MORTE DO PAULO GUSTAVO?

Por Camilo Prata

08/05/2021 00h00 Atualizada há 2 meses
Por: Camilo Prata Fonte: Jornal Opinião
Paulo Gustavo por Ednei Teles
Paulo Gustavo por Ednei Teles

A morte do ator Paulo Gustavo nos reforça a aprendizagem de que este vírus não escolhe idade, cor, raça, religião, orientação sexual e muito menos condição social. Aos 42 anos, mesmo tendo condições de custear os melhores hospitais, o organismo do ator não resistiu. Então, se uma pessoa famosa, cercada de recursos necessários para os melhores cuidados de saúde, foi precocemente levada por este vírus, o que dizer de nós "pobres mortais".

O impacto da pergunta nos faz refletir se estamos realmente fazendo a nossa parte nesta pandemia para evitar uma contaminação nossa ou do nosso próximo. Não é hora de ficarmos acuados, tomados pelo medo paralisante, mas de enfrentarmos o espelho e responder: estamos fazendo a nossa parte.

Se a resposta é não, é sempre tempo de reflexão, ação e luta contra este vírus para que não precisemos mais chorar as mortes de Paulo, João, Maria, José e outros tantos nomes que registramos, com pesar. Paulo Gustavo não era meu amigo, provavelmente não era seu amigo também, mas com toda certeza você sentiu a morte dele, porque não teremos mais a oportunidade de vê-lo, de apreciá-lo e de dar risadas. E como tem sido difícil dar risada ultimamente, não é verdade.

A realidade da pandemia - e o que fazer dela ou com ela - vai ser sempre dura, aprendizagem difícil e na marra. Já a morte de alguém como Paulo Gustavo, há possibilidade de abertura para se aprender algo com sua vida. Em um vídeo que circula nas redes sociais, feito recentemente pelo ator, você confere uma mensagem cativante e nutrida de afeto tal como ele se expressava:

“Se todos se cuidarem... Cuidar da família, dos amigos, dos vizinhos, dos próximos, dos distantes... de todo mundo!

Que enquanto essa vacina tão esperada não chega para todo mundo, é bom lembrar que contra o preconceito, a intolerância, a mentira, a tristeza, já existe vacina: é o afeto, é o amor!

Então, diga o quanto você ama, quem você ama. Mas não fica só na declaração, não, gente! Ame na prática, ame na ação!!! Amar é ação! Amar é arte! Muito amor, gente! “Até logo.”

Sempre que uma personalidade do meio artístico morre, o sentimento pode ser equivalente à perda de um vizinho, um amigo ou um familiar. O fenômeno é efeito da relação constante com a tela/imagem que a TV sempre nos proporcionou e que, com a revolução produzida pela internet, os aparelhos celulares possibilitam relações ainda mais próximas e reações cada vez mais intensas.

No caso do Paulo Gustavo, a sensação é que o Brasil está triste pela perda do humorista, mas os brasileiros temem perder também toda a alegria que Dona Hermínia nos proporcionou. A personagem foi criada e interpretada pelo humorista, ela foi inspirada em Dona Déa, mãe do ator, e conquistou uma legião de fãs - tanto na trilogia Minha Mãe é uma Peça, sucesso em bilheteria, quanto no programa 220 Volts, do Multishow.

Dona Déa não terá seu filho ao seu lado no Dia das Mães, mas tem consigo a grande homenagem prestada por ele a ela graças ao seu talento e amor. Nas redes sociais, o padre Fábio de Mello se destacou com seus comentários sobre a relação mãe e filho e considerações espirituais sobre o futuro. Daqui, concluímos sobre a importância do alerta sempre necessário sobre a pandemia e, principalmente, sobre o que temos feito com os nossos afetos, o amor e os nossos talentos.

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