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Polícia

27/10/2017 ás 21h52 - atualizada em 28/10/2017 ás 22h04

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Maria Mandú

Guaíra / SP

Justiça condena 12 réus em 1ª sentença após Operação 'Cartas em Branco' em Miguelópolis
Condenados são servidores e advogados acusados de organização criminosa. Outros 49 processos resultantes da força-tarefa, contra ex-vereadores e ex-prefeito, aguardam decisões.
Justiça condena 12 réus em 1ª sentença após Operação 'Cartas em Branco' em Miguelópolis
A PM e o Gaeco apreenderam documentos do posto de combustível de Miguelópolis, SP (Foto: Fábio Reis/Divulgação)

A Justiça condenou 12 réus e absolveu outros cinco na primeira sentença proferida após a Operação "Cartas em Branco", que apurou um desvio de R$ 6 milhões nos cofres públicos de Miguelópolis (SP) entre 2013 e 2015.


No processo, servidores municipais e advogados acusados de por organização criminosa foram condenados aos regimes aberto e semiaberto, com penas que variam de um ano e seis meses a cinco anos e dez meses de reclusão, além de multa e da proibição de assumir cargos públicos pelos próximos oito anos.


A sentença foi dada na terça-feira (24), de acordo com o promotor do caso, Rafael Piola. Os condenados poderão recorrer em liberdade.


Segundo ele, esta é uma das 50 ações resultantes da força-tarefa, que também apontou o envolvimento do ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB), acusado de liderar o esquema, e do ex-vice-prefeito Tárcio Rodrigues Barbosa, presos e alvos de até cinco processos diferentes.


Também são réus em até três ações distintas os ex-vereadores Vicente de Paula Moura, Júlio César Mendonça Junior, Matheus Garofalo Fernando (PSB) e do vereador João Tadeu Jorge Junior (PSC), que chegou a se reeleger, mas teve o subsídio mensal cortado.


Os parlamentares, que chegaram a ser presos, obtiveram liberdade provisória por meio de habeas corpus concedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), de acordo com o MP.


Os processos que envolvem os políticos, segundo Piola, já tiveram as instruções concluídas e aguardam as sentenças.


 


Cartas em Branco


Desde que a Operação Cartas em Branco foi deflagrada, em abril do ano passado, 27 pessoas foram presas, entre elas o ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB), o vice-prefeito Tárcio Rodrigues Barbosa, além de advogados, servidores e empresários.


O grupo é suspeito de fraudar ao menos 40 contratos firmados entre 2013 e 2015 na Prefeitura de Miguelópolis, em licitações de transporte escolar, compra de materiais de escritório e consultorias, que somam R$ 6 milhões.


Mendonça Jorge foi preso em 19 de abril do ano passado, na primeira fase da Operação. Outras 12 pessoas, incluindo servidores e ex-funcionários da Prefeitura, foram presas no mesmo dia. O chefe da comissão de licitações se entregou no dia 20.


Em julho, três advogados e um empresário foram presos em Miguelópolis, São Joaquim da Barra (SP), Jaú (SP) e Bocaina (SP). Dois meses depois, cinco vereadores e a secretária do ex-prefeito foram presos suspeitos de participação no mesmo esquema.


Em outubro, outros dois vereadores que estavam foragidos se apresentaram à polícia, após as eleições municipais: João Tadeu Jorge Junior e Matheus Garofalo Fernando.


Em fevereiro desse ano, um cunhado do ex-prefeito também foi preso. Segundo o Ministério Público, ele era responsável pela frota da administração pública e fraudava os contratos entre o governo e os postos de combustível.


Na época, a promotoria disse que os investigados abasteciam os próprios carros com verba dos cofres públicos. Apenas em 2014, a Prefeitura de Miguelópolis gastou R$ 1,6 milhão com combustível, quatro vezes mais do que cidades do mesmo porte.


Em 25 de abril, o ex-vice-prefeito Tárcio Rodrigues Barbosa se entregou à Polícia Civil, após ficar dois meses foragido. A advogada dele, Cláudia Seixas, disse que Barbosa não estava na cidade quando a nova fase da operação foi realizada.


As investigações se concentraram na Prefeitura de Miguelópolis, mas também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em outros municípios.


 


 

FONTE: G1

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