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Saúde Idosos e o COVID 19

Psicóloga explica como lidar com ansiedade de idosos após segunda dose e manutenção das restrições

Individualizar o sofrimento pode ser uma estratégia muito importante em momentos de sofrimento coletivo

28/03/2021 09h58
Por: Maria Mandú
 Psicóloga explica como lidar com ansiedade de idosos após segunda dose e manutenção das restrições
Como lidar com a ansiedade dos idosos em ter a vida normalizada depois da aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid? Segundo a psicóloga do Residencial Club Leger, instituição voltada ao acolhimento das pessoas da terceira idade, Daniela Bernardes, é preciso ter bastante atenção à informação passada a estas pessoas. A vacinação, por si só, não garante o retorno ao convívio com parentes e amigos. Os cuidados sanitários e o afastamento social continuam sendo fundamentais neste processo.
- Primeiramente devemos compreender que somos seres "imediatistas", temos enorme dificuldade de aceitar que ações presentes irão demorar para o efeito futuro desejado, fator esse que necessita de atenção redobrada quando se está cotidianamente em contato com idosos - explica Bernardes.
O Residencial Club Leger realiza um trabalho junto aos seus hóspedes baseado na empatia e informações constantes a cada um dos moradores. O objetivo é que cada idoso consiga aceitar a situação, a partir de recursos emocionais próprios.
- Não basta dizer ao idoso que todos precisam seguir as regras obrigatoriamente, mas ouvir as angústias dele diante dessa nova realidade e validar o sofrimento desse período duro. As chances de ser efetivamente ouvido e atendido em seu pedido, após uma escuta empática e acolhedora, aumentam consideravelmente - avalia a psicóloga.
Para ela, individualizar o sofrimento pode ser uma estratégia muito importante em momentos de sofrimento coletivo, pois cada um sofre a seu modo.
- Podemos identificar as reais necessidades de cada idoso e familiar envolvido nesse contexto desafiador de pandemia, em que todos nós estamos inseridos, e do qual sairemos, certamente, melhores e mais resilientes -, conclui Bernardes.
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