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Especiais Mês das Mulheres

OPINIÃO DELAS E DUAS OPINIÕES

Um desdobramento da publicação especial do Jornal Opinião

16/03/2021 12h19 Atualizada há 4 semanas
Por: Camilo Prata
Bárbara Costa e sua sobrinha Laura. Foto: Arquivo pessoal (facebook).
Bárbara Costa e sua sobrinha Laura. Foto: Arquivo pessoal (facebook).

Neste mês das Mulheres, circula pela cidade a Revista Opinião Delas, uma produção e publicação do Jornal Opinião do jornalista Ovídio Nascimento. 

Logo no primeiro artigo, "A mulher na sociedade", a psicóloga Mirian Miata colabora e elenca os tópicos sobre as lutas atuais das mulheres: igualdade salarial, violência contra as mulheres e feminismo negro. E, no final, destacou o PRECONCEITO CONTRA MULHERES LGBTQIAP+:

"Precisamos falar do universo LGBTQIAP+. Uma sigla que engloba diferentes tipos de pessoas marginalizadas, das quais várias são mulheres. As lésbicas e trans são as que mais sofrem preconceito, por não se encaixarem no padrão tradicional da sociedade, que já mostrou que têm dificuldades em aceitar o diferente. As ações do Dia Internacional da Mulher devem envolver todas as mulheres: lésbicas, trans, cis, brancas, negras, indígenas, ricas e pobres. Todas elas têm que ter os mesmos direitos garantidos, todas elas devem PODER SER QUEM ELAS QUISEREM E SONHAREM SER".

Concordamos, também, com a psicóloga que o Dia Internacional da Mulher, ou todo o mês de março, não pode se resumir a flores e chocolates para agradar as mulheres, mas que "existem ações para se fazer nessa data". Dentro das limitações de um portal de notícias, nossa ação de propiciar visibilidade trans (direito a imagem e a palavra, de início) pode contribuir para que pessoas dialoguem e universos sejam compartilhados. 

Vamos ao que interessa! A jovem da foto, junto a sua sobrinha, é Bárbara Costa! Após ler a passagem da Revista Opinião Delas, decidiu tecer suas considerações tendo em vista sua condição de "mulher trans". Segue relato: 

"Ao nascer não escolhemos ser o que somos! 

Apenas viemos ao mundo com uma missão, missão essa que leva anos e anos para se descobrir.

A cada dia que passa, um conceito é mudado, uma regra é reescrita e um direito surge! 

Então por que o preconceito? 

Mulheres trans, podemos assim dizer e afirmar, que são as mulheres mais fortes de todo o mundo, pois enfrentamos inúmeras discriminações: a fila do desemprego, a batalha na noite para se sustentarem, tudo isso por conta da falta de oportunidade e um pré julgamento . 

O número de mulheres trans em faculdades é muito baixa, grande parte não possui ensino médio completo, quem dirá o superior . 

Todas são pessoas, são feitas de carne, osso e sentimentos". 

Bárbara tem 21 anos, é guairense e estudante universitária e sonha ser administradora de empresas.

Sobre a opinião das duas, uma técnica e uma que vive e sofre nesta sociedade, deixamos em aberto e acreditamos que se complementam. Lembramos que o campo de comentários está a disposição para as manifestações, onde você pode dar sequência ao texto, como fizemos ou criar outros tantos. Abaixo, o link para a Revista Opinião Delas na íntegra, onde você encontra também o artigo "Entre as muitas voltas que o mundo dá", da Maria Mandú, criadora deste canal de comunicação. 

https://online.fliphtml5.com/mouzc/qmai/#p=1

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