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Educação Comemoração

15 DE MARÇO - DIA DA ESCOLA

Por João Carlos José Martinelli

14/03/2021 13h08 Atualizada há 7 meses
Por: Camilo Prata Fonte: Coluna do Martinelli - Jornal de Jundiaí Regional
Imagem Ilustrativa (Escola Online) e inédita na publicação Mustach. Crédito Pexels.
Imagem Ilustrativa (Escola Online) e inédita na publicação Mustach. Crédito Pexels.

O Dia da Escola é comemorado em 15 de março. A data surgiu para destacar a relevância dessa instituição para a sociedade em geral, já que nela, as crianças intensificam a convivência social e aprendem normas e regras fundamentais para o seu desenvolvimento como seres humanos. É por isso que as restrições da pandemia causam sérios prejuízos com as aulas “online” que impedem esse necessário relacionamento próximo entre elas. Torcemos pela melhora da situação para que retornem as atividades presenciais.

De acordo com Juscelino Tanaka, “a escola, depois da família, é o primeiro grupo social a que pertencemos. E grupos sociais são importantes para que aprendamos a interagir com pessoas, a conhecer novos comportamentos e a respeitar uns aos outros. Além do mais, a escola é fonte de conhecimento e educação, tanto formal quanto informal, é um espaço onde o aluno é o protagonista e aprende a desenvolver suas atividades, além de ser um laboratório de inclusão social, promovendo no jovem o sentido de importância da comunidade”.

No entanto, a educação não pode ser vista como responsabilidade apenas das escolas. Tudo na sociedade pode ser e é pedagógico, em sentido positivo ou negativo. Na família, no trabalho, nos meios de comunicação, na ação política, nos atos religiosos, em qualquer setor de atividade humana, estamos ensinando às novas gerações modelos e propostas de conteúdo técnico, político e moral. Isso é tanto mais verdade na sociedade moderna, em que a criança está em contato com o mundo pela informática, televisão, outros meios da mídia e pela interação intensa com os adultos.

É visível, portanto, a necessidade de empenho coletivo para que os reais objetivos educacionais sejam plenamente atingidos, e essa responsabilidade não se limita à autuação do educador, como profissional, mas envolve também uma sensível participação dos órgãos governamentais e dos demais setores sociais para prover e alocar recursos suficientes e adequados ao perfeito cumprimento desses objetivos.

Por outro lado, no Brasil o maior obstáculo para uma educação coerente nas escolas é a falta de vontade política. Utilizando-se de opiniões populares, podemos dizer que “o maior inimigo de um governo é uma população culta”. Assim, o assunto não interessa a maioria dos representantes públicos, que prefere que as pessoas não pensem, já que para eles basta que saibam gritar gol. Contraria-se o objetivo central da educação que é o de desenvolver seres humanos com uma razão crítica, com uma visão de mundo ético e humanista, com criatividade, senso estético e equilíbrio afetivo e psíquico. Tanto que é um direito social, um pré-requisito para usufruir-se dos demais anseios civis, políticos e sociais.

Nota Histórica

Vale dizer que o primeiro centro de ensino no Brasil foi fundado em 1549, na cidade de Salvador, Bahia. Tendo como incentivador o padre Manuel da Nóbrega e o jesuíta Rijo Rodrigues. Logo em seguida, foi a vez de São Paulo. O religioso Leonardo Nunes construiu um pavilhão de taipa e deu o ponta pé inicial para uma escola de ensino primário.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)

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